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ANC recebeu "Prêmio RAC e Sanasa de Responsabilidade Social"
Objetivo do Projeto
Critério de
avaliação - Categoria da
Premiação Principais critérios para
avaliação 1) Projeto para manter o ar limpo e para evitar, diminuir
ou reverte à poluição do ar e seus efeitos, entre eles o aquecimento
global e a destruição da camada de ozônio. Alimento orgânico, uma opção de vida (Matéria publicada em 18 de outubro de 2007) Eles plantam, colhem, vendem e pesquisam. São os chamados produtores orgânicos, que têm em comum a defesa da natureza e o respeito pela vida. Organizado há 16 anos em uma associação, o grupo junta forças para disseminar na população a opção por uma alimentação mais saudável — por meio de uma prática sustentável —, para garantir qualidade de vida a toda cadeia: do solo ao consumidor. Apesar de todos os esforços, apenas 1% da população tem acesso aos produtos naturais, entre eles frutas, verduras e legumes de época (cultivados sem a utilização de insumos químicos), além de alimentos como pães, geléias e laticínios (processados com matéria-prima orgânica). No início, a proposta por uma produção sustentável uniu três trabalhadores da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Hoje, são 20 e o crescimento registrado em menos de duas décadas é de 566%. Os preços praticados, quando comparados com a agricultura convencional, aumentam entre 20% a 25%. Quem explica é o presidente da Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC), Romeu Mattos Leite: “Falta conhecimento ainda. E o poder econômico também fala mais alto. Existe um interesse dos que fabricam agrotóxico de não divulgar técnicas naturais de produção”. De acordo com Mattos Leite, “os registros para a produção de insumos naturais ainda esbarram em normatizações que colocam nas filas de espera produtores há 12 anos”. O exemplo dado pelo presidente da entidade diz respeito a uma pesquisa sobre a produção de um inseticida natural, baseado nas propriedades da árvore indiana Neen, com alto poder para repelir ácaros e insetos. Mattos Leite, de 50 anos, preside a ANC desde 2006. Com uma experiência de mais de 20 anos na produção de ovos, frutas, verduras e legumes (na comunidade Yamaguishi, em Jaguariúna), ele é o quinto produtor a assumir a direção da entidade. Ele também faz um alerta: “É preciso saber onde comprar. Os grandes hipermercados praticam preços muito altos. Nas feiras agroecológicas, o produto é 20% mais caro, mas traz lucros para a saúde e o meio ambiente”. O produtor cita a consciência quando é feita a opção por produtos orgânicos: “O consumidor sabe que quando ele come um produto orgânico não está causando impactos para as futuras gerações. Essa consciência reflete um trabalho ambiental e de saúde pública”, enfatiza. FAÇA A FEIRA Opções principais de compras
nas quatro estações climáticas do ano, segundo orientação
Entidade capacita e apóia
agricultores interessados O slogan é “Feira Agroecológica promove a sua saúde e a saúde da terra”. A ANC ainda apóia e capacita o produtor interessado em converter a agricultura convencional em orgânica. A entidade também emite o selo orgânico, uma garantia de procedência dos alimentos. Em 1989, três produtores lançaram a proposta de uma agricultura mais sustentável: Ynaiá Augusta de Santos, na Rodovia SP-101 (Campinas Monte-Mor); Catarina Menucci, em Sousas; e Roberto Machado, de Santo Antonio de Posse. Eles lançaram uma produção natural para conscientizar a população sobre a alimentação mais saudável. Dois anos depois, nascia oficialmente a Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região. Hoje são 20 produtores — a maioria está em Jaguariúna. A ANC acompanha diretamente os produtores por meio de auditorias para depois emitir o certificado, o selo orgânico, que tem validade de um ano. O documento atesta a procedência dos produtos, qualidade e compromisso socioambiental. A produção é acompanhada por relatórios mensais, mas as exigências não páram aí. Para a garantia do selo de agricultura sustentável, o produtor ainda precisa recompor a mata ciliar, reflorestar nascentes, controlar a erosão do solo, não usar nenhum tipo de agrotóxico e a contratação de mão-de-obra deve cumprir normas sociais. Entre elas, registro na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), boa moradia e filhos com acesso à escola. A produção natural é obtida a partir de um composto orgânico, para fortalecer o solo. Assim, restos de vegetais e dejetos de animais (galinha ou bovino) contribuem para o processo de compostagem para o solo. O combate às pragas e insetos é feito a partir de extrato de vegetais, uma verdadeira homeopatia. Por exemplo: um pulgão na couve é controlado com um tipo de vacina (nosodiun), obtido a partir do próprio pulgão. Uma mistura de pimenta e pinga também ajuda. Um outro diferencial nesse tipo de produção, explica o presidente da ANC, Romeu Mattos Leite, “é que ela empregada mais mão-de-obra, já que as plantações, cuidados e colheitas são realizadas manualmente”. Voluntária há cinco anos na associação, Shirley Maiorano, de 52 anos, é a responsável pela organização de eventos, contato com os produtores e pelo controle de certificação da produção orgânica. “Aprendi a reciclar e a pensar na vida como um todo: do alimento aos pensamentos. A diferenciar o que é bom do ruim. Hoje, essa consciência eu procuro passar para todos.” Para identificar um produto natural, aquele cujo manejo não interfere no meio ambiente, ao contrário, garante a sua sobrevivência, um selo é emitido pela ANC. Na hora de escolher o produto orgânico, a orientação é a seguinte:
A Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC) fica na Rua 1 de Março, 500, no Guanabara. O telefone é (19) 3213-7759, onde uma voluntária atende nas segundas, terças e quintas-feiras. Mais informações no site www.anc.org.br e o e-mail é anc@correionet.com.br ------------------------------------------------------------------------------------ Matéria publicada em 19 de dezembro de 2007 Festa celebra iniciativas ambientais A Rede Anhangüera de Comunicação (RAC) e a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S. A. (Sanasa) realizaram ontem a premiação do Projeto Ambiental. Foram premiadas 9 iniciativas que tiveram a atuação mostrada em 34 reportagens publicadas no Correio Popular. Foram selecionadas três iniciativas de empresas, três de voluntários e três de organizações não-governamentais (ONGs). Na categoria empresa, o ouro ficou com o Ecomercado Avis Rara. A Unimed Campinas levou a prata. O bronze foi concedido ao pedagogo Reinaldo Osmar Pereira. No voluntariado, o projeto Ecos do Bosque ficou com o ouro. A prata foi para o ambientalista Walmir José Geraldi. O arquiteto e professor universitário Vicente Guilhermo Noriega Moreno recebeu o bronze. Associação de Agricultura
Natural de Campinas e Região (ANC) ganhou o ouro na categoria
ONG. Para o diretor presidente da RAC, Sylvino de Godoy Neto (foto), a iniciativa foi idealizada com o objetivo de revelar bons exemplos. “São pessoas, empresas e ONGs que se dedicam a buscar equilíbrio do ecossistema e contribuir para elevar a qualidade de vida de todos nós. Pequenas ações representam grandes resultados. Sempre maiores à medida que aumentam o número de defensores da ecologia”, disse. O presidente da Sanasa Luiz Augusto Castrillon de Aquino ressaltou a importância de ações como essas para um desenvolvimento planejado. “Quando todos se unem para buscar um equilíbrio ambiental, o resultado, sem dúvida, favorece todo o planeta.” RAC recebe Certificado de Reconhecimento
Público de Hélio “Essa foi uma maneira que encontramos para demonstrar o reconhecimento de Campinas pelo trabalho sério e de credibilidade realizado pelos profissionais do jornal. É difícil encontrar uma empresa com 80 anos que hoje se mostra moderna e com qualidade cada vez maior de seu produto”, disse Hélio. O presidente da Rede Anhangüera ressaltou a importância desse reconhecimento. “O Correio Popular realiza um trabalho sério junto à comunidade, mostrando parcerias felizes, como é o caso dessa realizada junto à Sanasa”, afirmou. O Diário Oficial do Município publica hoje a concessão do certificado, a primeira homenagem prestada pelo Poder Executivo a um veículo de comunicação. Neste ano, o
Correio recebeu várias homenagens, entre elas da Assembléia Legislativa do
Estado de São Paulo em sessão solene no Plenário Presidente Juscelino
Kubitschek. Um outro diploma comemorativo foi entregue a Celso Marche,
diretor da sucursal da RAC em São Paulo, durante o 5º Congresso Nacional
de História da Mídia, evento realizado na Capital e promovido pela Rede
Alfredo de Carvalho (Rede Alcar), que tem como instituições anfitriãs a
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
(Intercom) e o Centro de Integração Empresa-Escola-SP (CIEE), além da
Faculdade Cásper Líbero. A Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas
também homenageou o Correio Popular com o prêmio Paes Leme.
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