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ANC recebeu "Prêmio RAC e Sanasa de Responsabilidade Social"

Projeto Responsabilidade Ambiental

O Projeto de Responsabilidade Ambiental RAC-Sanasa-2007 foi uma iniciativa da RAC (Rede Anhangüera de Comunicação) em parceria com a Sanasa para a publicação de reportagens que destacassem ações de proteção e recuperação do meio ambiente,
sejam por empresas, organizações não-governamentais ou voluntários.

As matérias foram publicadas no jornal Correio Popular, no Caderno Cidades,
Todos os destacados em matéria concorreram, por categoria, ao prêmio no final do projeto "Prêmio RAC e Sanasa de Responsabilidade Social".

Objetivo do Projeto

Ciente do desafio e com o objetivo de promover o crescimento desse debate, ampliando o alcance e a participação de diversos setores da sociedade, o Correio Popular e a Sanasa planejaram para 2007 o Premio RAC SANASA de Responsabilidade Ambiental.

O Correio Popular considera que a mídia em parceria com a sociedade empresarial e a comunidade é instrumento fundamental para a divulgação de projetos e ações voluntárias que estimulem a formação de uma nova consciência crítica. Iniciativa é de interesse público em benefício do bem-estar da sociedade e do planeta. Eles acreditam que pelas suas características e finalidades, o veículo de comunicação pode contribuir para que os princípios e os valores da responsabilidade ambiental e do desenvolvimento sustentável sejam disseminados para toda a sociedade.

Critério de avaliação - Categoria da Premiação
Empresas: Ouro, Prata e Bronze
ONGs: Ouro, Prata e Bronze
Voluntariado: Ouro, Prata e Bronze

Principais critérios para avaliação

1) Projeto para manter o ar limpo e para evitar, diminuir ou reverte à poluição do ar e seus efeitos, entre eles o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio.

2) Projeto para criar melhores alternativas não poluentes para o trato da terra e/ou que trazem melhores soluções para o problema do lixo e da poluição do solo.

3) Projetos para manter a conservação e cuidado ecológico das populações animais de uma região, em especial aquelas de espécies ameaçadas de extinção.

4) Projeto para economia da água e preservação de nossos mananciais, em especial nas regiões mais críticas de nossa região.

5) Projeto para recuperação da vegetação nativa de uma região ou para proteção de áreas ameaçadas pelo avanço do homem ou por fatores ambientais.

6) Projeto para melhoria da ecologia humana de uma região, gerando mais bem-estar e melhores condições de vida a uma determinada comunidade, em especial às comunidades tradicionais, aliando o desenvolvimento econômico à preservação e à valorização dos recursos naturais e da cultural local.

Alimento orgânico, uma opção de vida (Matéria publicada em   18 de outubro de 2007)

     Eles plantam, colhem, vendem e pesquisam. São os chamados produtores orgânicos, que têm em comum a defesa da natureza e o respeito pela vida. Organizado há 16 anos em uma associação, o grupo junta forças para disseminar na população a opção por uma alimentação mais saudável — por meio de uma prática sustentável —, para garantir qualidade de vida a toda cadeia: do solo ao consumidor. Apesar de todos os esforços, apenas 1% da população tem acesso aos produtos naturais, entre eles frutas, verduras e legumes de época (cultivados sem a utilização de insumos químicos), além de alimentos como pães, geléias e laticínios (processados com matéria-prima orgânica).

     No início, a proposta por uma produção sustentável uniu três trabalhadores da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Hoje, são 20 e o crescimento registrado em menos de duas décadas é de 566%. Os preços praticados, quando comparados com a agricultura convencional, aumentam entre 20% a 25%. Quem explica é o presidente da Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC), Romeu Mattos Leite: “Falta conhecimento ainda. E o poder econômico também fala mais alto. Existe um interesse dos que fabricam agrotóxico de não divulgar técnicas naturais de produção”.

     De acordo com Mattos Leite, “os registros para a produção de insumos naturais ainda esbarram em normatizações que colocam nas filas de espera produtores há 12 anos”. O exemplo dado pelo presidente da entidade diz respeito a uma pesquisa sobre a produção de um inseticida natural, baseado nas propriedades da árvore indiana Neen, com alto poder para repelir ácaros e insetos.

     Mattos Leite, de 50 anos, preside a ANC desde 2006. Com uma experiência de mais de 20 anos na produção de ovos, frutas, verduras e legumes (na comunidade Yamaguishi, em Jaguariúna), ele é o quinto produtor a assumir a direção da entidade. Ele também faz um alerta: “É preciso saber onde comprar. Os grandes hipermercados praticam preços muito altos. Nas feiras agroecológicas, o produto é 20% mais caro, mas traz lucros para a saúde e o meio ambiente”.

     O produtor cita a consciência quando é feita a opção por produtos orgânicos: “O consumidor sabe que quando ele come um produto orgânico não está causando impactos para as futuras gerações. Essa consciência reflete um trabalho ambiental e de saúde pública”, enfatiza.

FAÇA A FEIRA

Opções principais de compras nas quatro estações climáticas do ano, segundo orientação
da Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC):

PRIMAVERA - Couve, brócolis, couve-flor, alface, chicória, pepino, berinjela, cenoura, mandioca, batata, acerola, banana, jabuticaba, laranja, limão, mamão e melão.

VERÃO - Almeirão, alface, agrião, espinafre, cheiro verde, abobrinha, pepino, pimentão, quiabo, tomate, vagem, acerola, abacaxi, carambola, figo e goiaba.

OUTONO - Alface, agrião, alho, almeirão, repolho, rúcula, ervilha, kiwi, caqui, abacate, tangerina, uva, goiaba, maracujá e banana.

INVERNO - Repolho, espinafre, ervilha, chuchu, laranja, limão, mexerica, banana e jabuticaba.

OBS: Banana, laranja e limão são encontrados durante o ano todo.

Entidade capacita e apóia agricultores interessados

     Em 16 anos, o número de produtores orgânicos aumentou 566% — passou de 3 para 20 —, uma semana de agricultura natural já está em sua sexta edição e as feiras agroecológicas resistem. Elas são realizadas no
Bosque dos Jequitibás (às quartas-feiras), no Centro de Convivência (às sextas) e no Parque Ecológico Monsenhor José Salim (aos domingos).

     O slogan é “Feira Agroecológica promove a sua saúde e a saúde da terra”.

     A ANC ainda apóia e capacita o produtor interessado em converter a agricultura convencional em orgânica. A entidade também emite o selo orgânico, uma garantia de procedência dos alimentos.

     Em 1989, três produtores lançaram a proposta de uma agricultura mais sustentável: Ynaiá Augusta de Santos, na Rodovia SP-101 (Campinas Monte-Mor); Catarina Menucci, em Sousas; e Roberto Machado, de Santo Antonio de Posse. Eles lançaram uma produção natural para conscientizar a população sobre a alimentação mais saudável. Dois anos depois, nascia oficialmente a Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região. Hoje são 20 produtores — a maioria está em Jaguariúna.

     A ANC acompanha diretamente os produtores por meio de auditorias para depois emitir o certificado, o selo orgânico, que tem validade de um ano. O documento atesta a procedência dos produtos, qualidade e compromisso socioambiental.

     A produção é acompanhada por relatórios mensais, mas as exigências não páram aí. Para a garantia do selo de agricultura sustentável, o produtor ainda precisa recompor a mata ciliar, reflorestar nascentes, controlar a erosão do solo, não usar nenhum tipo de agrotóxico e a contratação de mão-de-obra deve cumprir normas sociais. Entre elas, registro na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), boa moradia e filhos com acesso à escola.

     A produção natural é obtida a partir de um composto orgânico, para fortalecer o solo. Assim, restos de vegetais e dejetos de animais (galinha ou bovino) contribuem para o processo de compostagem para o solo.

     O combate às pragas e insetos é feito a partir de extrato de vegetais, uma verdadeira homeopatia. Por exemplo: um pulgão na couve é controlado com um tipo de vacina (nosodiun), obtido a partir do próprio pulgão. Uma mistura de pimenta e pinga também ajuda. Um outro diferencial nesse tipo de produção, explica o presidente da ANC, Romeu Mattos Leite, “é que ela empregada mais mão-de-obra, já que as plantações, cuidados e colheitas são realizadas manualmente”.

     Voluntária há cinco anos na associação, Shirley Maiorano, de 52 anos, é a responsável pela organização de eventos, contato com os produtores e pelo controle de certificação da produção orgânica. “Aprendi a reciclar e a pensar na vida como um todo: do alimento aos pensamentos. A diferenciar o que é bom do ruim. Hoje, essa consciência eu procuro passar para todos.”

     Para identificar um produto natural, aquele cujo manejo não interfere no meio ambiente, ao contrário, garante a sua sobrevivência, um selo é emitido pela ANC. Na hora de escolher o produto orgânico, a orientação é a seguinte:

Verificar o selo nas embalagens e o certificado nas barracas

A prática orgânica garante qualidade de vida e respeito ao meio ambiente

No selo garante a origem do produto, qualidade e responsabilidade socioambiental

     A Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC) fica na Rua 1 de Março, 500, no Guanabara. O telefone é (19) 3213-7759, onde uma voluntária atende nas segundas, terças e quintas-feiras. Mais informações no site www.anc.org.br e o e-mail é anc@correionet.com.br

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Matéria publicada em 19 de dezembro de 2007

Festa celebra iniciativas ambientais

     A Rede Anhangüera de Comunicação (RAC) e a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S. A. (Sanasa) realizaram ontem a premiação do Projeto Ambiental. Foram premiadas 9 iniciativas que tiveram a atuação mostrada em 34 reportagens publicadas no Correio Popular. Foram selecionadas três iniciativas de empresas, três de voluntários e três de organizações não-governamentais (ONGs).

Na categoria empresa, o ouro ficou com o Ecomercado Avis Rara. A Unimed Campinas levou a prata. O bronze foi concedido ao pedagogo Reinaldo Osmar Pereira.

No voluntariado, o projeto Ecos do Bosque ficou com o ouro. A prata foi para o ambientalista Walmir José Geraldi. O arquiteto e professor universitário Vicente Guilhermo Noriega Moreno recebeu o bronze.

Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC) ganhou o ouro na categoria ONG.
A prata ficou com o Projeto Barco Escola da Natureza, de Americana e a Associação Protetora da Diversidade das Espécies (Proesp) recebeu o bronze.

     Para o diretor presidente da RAC, Sylvino de Godoy Neto (foto), a iniciativa foi idealizada com o objetivo de revelar bons exemplos. “São pessoas, empresas e ONGs que se dedicam a buscar equilíbrio do ecossistema e contribuir para elevar a qualidade de vida de todos nós. Pequenas ações representam grandes resultados. Sempre maiores à medida que aumentam o número de defensores da ecologia”, disse. O presidente da Sanasa Luiz Augusto Castrillon de Aquino ressaltou a importância de ações como essas para um desenvolvimento planejado. “Quando todos se unem para buscar um equilíbrio ambiental, o resultado, sem dúvida, favorece todo o planeta.”

RAC recebe Certificado de Reconhecimento Público de Hélio

     A RAC recebeu ontem, durante a premiação dos destaques do projeto ambiental, uma homenagem pelo aniversário de 80 anos do Correio Popular, comemorado em 4 de setembro. O Certificado de Reconhecimento Público foi entregue pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) ao diretor presidente da RAC, Sylvino de Godoy Neto.

     “Essa foi uma maneira que encontramos para demonstrar o reconhecimento de Campinas pelo trabalho sério e de credibilidade realizado pelos profissionais do jornal. É difícil encontrar uma empresa com 80 anos que hoje se mostra moderna e com qualidade cada vez maior de seu produto”, disse Hélio.

     O presidente da Rede Anhangüera ressaltou a importância desse reconhecimento. “O Correio Popular realiza um trabalho sério junto à comunidade, mostrando parcerias felizes, como é o caso dessa realizada junto à Sanasa”, afirmou. O Diário Oficial do Município publica hoje a concessão do certificado, a primeira homenagem prestada pelo Poder Executivo a um veículo de comunicação.

     Neste ano, o Correio recebeu várias homenagens, entre elas da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo em sessão solene no Plenário Presidente Juscelino Kubitschek. Um outro diploma comemorativo foi entregue a Celso Marche, diretor da sucursal da RAC em São Paulo, durante o 5º Congresso Nacional de História da Mídia, evento realizado na Capital e promovido pela Rede Alfredo de Carvalho (Rede Alcar), que tem como instituições anfitriãs a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e o Centro de Integração Empresa-Escola-SP (CIEE), além da Faculdade Cásper Líbero. A Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas também homenageou o Correio Popular com o prêmio Paes Leme.
 

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