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Semana de Fitoterapia reafirma importância das plantas medicinais VI Semana de Fitoterapia de Campinas, realizada entre os dias 15 e 18 de abril, reúne cerca de 280 pessoas entre pesquisadores, cientistas, estudantes e a população em geral, interessados na troca de saberes sobre tema e sua aplicação no cotidiano das pessoas na atualidade
Dados apresentados na edição anterior da Semana demonstraram que cerca de 80% da população mundial depende das plantas para atender suas necessidades primárias de assistência médica e que 15% do mercado farmacêutico mundial é abastecido por plantas. Isto reforça a importância da discussão sobre o assunto, principalmente no Brasil. Portanto, o tema escolhido foi muito apropriado, de acordo com avaliação da Comissão Organizadora, da qual faz parte: representantes da Prefeitura, da Câmara Municipal, da CATI, Embrapa Transferência de Tecnologia e outras entidades ligadas ao segmento. A semana também contou com a apresentação e comercialização de produtos naturais e fitoterápicos como chás, pomadas, compostos, sabonetes, perfumes, cosméticos e alimentos, bem como artesanato produzido com matérias-primas naturais em entidades ligadas ao Programa de Fitoterapia da cidade. Essa “pequena Feira” mostrou a variedade de produtos que podem ser confeccionados a partir da rica biodiversidade vegetal do país.Quanto ao aspecto cultural, também é importante ressaltar que os fitoterápicos são muito importantes na inclusão social de comunidades indígenas e quilombolas que há séculos utilizam as plantas, tendo muito a contribuir neste diálogo e, muitas vezes, estão à margem da sociedade atual. A Programação foi extensa e variada.
Além de mesas-redondas que versaram sobre temas como Experiências em
Fitoterapia no Estado de São Paulo e Controle de Qualidade de Fitoterápicos,
palestras como Biodiversidade: Uso com responsabilidade e Plantas Medicinais
mais usadas na Amazônia (ministrada por Moacir Tadeu Biondo da O evento também promoveu a qualidade de vida, com atividades corporais baseadas no Lian Gong, atividade secular chinesa, que traz bem-estar ao corpo e à alma. A oficina temática de Eco-brinquedos apresentou ao público, a construção de brinquedos com sucata. As visitas técnicas ao Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp, à Oficina Agrícola do Serviço Dr. Cândido Ferreira e ao Viveiro Ambiental no Parque Ecológico Mons. Emílio José Salim, proporcionaram aos participantes uma verdadeira experiência sensorial e a possibilidade de ver in loco trabalhos e ações apresentadas durante o evento. EmoçãoEm homenagem ao Professor Walter Radamés Accorsi, (falecido em 2006, aos 93 anos), a Semana foi rebatizada, em 2007, com seu nome. Na abertura oficial do evento deste ano, com a presença de pessoas de Campinas e região, entre as quais autoridades e a filha do professor, Walterly Accorsi, que está continuando seu trabalho, a comissão organizadora fez um tributo ao professor da Esalq, que dedicou sua vida à pesquisa de plantas medicinais e desenvolvimento de fitoterápicos. O professor Walter Accorsi foi um dos maiores conhecedores da fitoterapia no Brasil, com mais de setenta anos de experiência no estudo de plantas medicinais. Ele prestigiou a iniciativa da implantação da Semana, desde sua primeira edição. “Do professor, que iniciou sua trajetória acadêmica em 1934, tornando-se professor catedrático em 1942 e lecionando até 1982 (período em que Lei permitiu), e nunca se recusava a dar palestras para transmitir o que sabia, se isso fosse contribuir para o aumento do conhecimento daqueles que vinham para ouvi-lo, ficam, exclusivamente, lições de grandeza, exemplo de amor, dedicação e sabedoria”, escreveu a comissão organizadora na cartilha da VI Semana. Minicursos realizados na CATICultivo caseiro de plantas medicinais Para dar suporte aos agricultores, técnicos da Instituição e pessoas interessadas, a CATI tem disponível em seu setor de publicação, a Instrução Prática 267 - Cultivo Comunitário de Plantas Medicinais e folders com informações técnicas sobre as principais plantas e seu modo de utilização, bem como o Boletim Técnico 247: Cultivo de plantas aromáticas e medicinais. Uso culinário de plantas aromáticas O minicurso que teve uma
parte teórica embasada pelas informações contidas na Instrução Prática
n.º 270, da CATI, Uso de ervas aromáticas na culinária e uma
parte prática com a confecção de pratos salgados e doces, foi muito
concorrido, contando com Com carga horária de 8 horas, o curso teve como objetivo geral incentivar a utilização de plantas aromáticas na alimentação da população em geral, a fim de estimular uma alimentação saudável. “Nosso desejo é propiciar uma diversificação de cardápios e refeições saborosas e nutritivas ao mesmo tempo. Para tanto, durante o curso informamos valores nutricionais, vantagens das plantas aromáticas, bem como noções básicas de higiene”, esclarece a nutricionista. Para promover a integração entre os participantes, a instrutora Maria Inês realizou uma atividade de consciência corporal e respiração, buscando o bem-estar do corpo, para o melhor aproveitamento das aulas. Fitoterapia O curso com carga horário de quatro horas trouxeinformações importantes sobre a qualidade dos fitoterápicos, interação com medicamentos sintéticos, seus principais benefícios e a diferença entre planta medicinal e medicamento fitoterápico. | ||
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